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Em busca da Iluminação

por Marcia Bindo e Otávio Rodrigues | fotos André Spinola e Castro

O budismo tem quase todos os elementos comuns a outras religiões. Há um homem santo, cujos ensinamentos atravessam os séculos, e também um conjunto de práticas que permitem às pessoas aproximarem-se da Verdade. Mas por razões muito claras - e você vai conhecê-las nesta reportagem - o budismo está crescendo imensamente, no mundo e no Brasil.

Os números apontam para cerca de 400 milhões de seguidores em todo o mundo, sendo 500 mil deles aqui. Em Cotia, São Paulo, acaba de ser inaugurado o templo Zu Lai, maior monastério budista da América Latina, que a partir de 2004 encampa também a educação, tornando-se uma universidade. Surgem ainda pré-escolas de orientação budista, clínicas de repouso e tratamento, organizações comunitárias e várias outras iniciativas que estão fomentando uma "rede do bem", incluindo o budismo de vez no cenário espiritual - e social - brasileiro. E basta olhar para o lado: na sua família, entre os amigos, no trabalho, no meio cultural, artístico, político e em todas as esferas, sabemos a toda hora de alguém que está seguindo os ensinamentos do Buda.

Não é preciso um tratado para explicar o possível paradoxo de uma religião de origem oriental consagrar-se no Ocidente. Na verdade, a respeito disso nem uma linha é necessária. Porque observando o propósito dos que estão no budismo e a bem-sucedida experiência de muitos deles, fica claro que o assunto não são os apelos da geografia ou da cultura de um lugar, nem a adoração vazia e esperançosa de uma estátua de jade. O que está em jogo, realmente, é o autoconhecimento.

No livro Buda, da coleção Para Saber Mais, da Superinteressante, Caco de Paula, nosso "homem de bem", chama atenção para um traço fundamental da filosofia búdica: a interdependência, a idéia de que nada nem ninguém tem substância em si mesmo. O exemplo é perfeito: "Pense no papel desta página, constituído por elementos que não se vêem, mas sem os quais a página não existiria: as nuvens que regaram com chuva a árvore da qual foi feita, o sol que fez crescer a árvore, os operários que a transformaram em papel. A todos devemos agradecer por esta página existir."

Tudo indica que essa compreensão do todo, bem como a consciência de nossa participação nele, como propõe o budismo, distancia as pessoas confortavelmente das coisas materiais, rumo à chamada iluminação (ou nirvana) e à superação do ciclo de vida e morte (samsara). É esse olhar completo, total, portanto muito diferente daquele que estamos acostumados a usar, que caracteriza a atitude de um budista. E é isso também o que parece estimular mais e mais pessoas a procurar no budismo as respostas para as questões da existência e o sentido final da espiritualidade: a expectativa de um mundo melhor é substituída pela prática de um mundo melhor.

No lugar de digressões e teorias (o básico a respeito de Buda e o budismo você vai encontrar em alguns destaques desta reportagem), reunimos aqui uma série de narrativas gostosas de ler e bastante reveladoras. São pessoas que afirmam ter encontrado no budismo o que há muito procuravam. A breve história de cada uma delas dá pistas seguras para quem pensa em acertar o passo em seu próprio caminho.

Budismo é religião?
"Minha formação é católica, até casei na igreja. Mas há alguns anos, meu marido teve uma doença séria, foi para um retiro e voltou budista, de uma hora para outra. Meu primeiro conflito foi esse: eu havia casado com um católico que de repente tinha virado budista.

No começo, achei bem ruim ele ter optado por algo sem eu saber, sem ter participado da decisão. Isso mexeu com o casamento, e de fato enfrentamos alguns problemas. Acabei ficando irritada com o budismo de uma forma geral, tive um problema de aceitação. Mas, com as práticas do meu marido, comecei a perceber as muitas mudanças nele, que entre outras coisas passou a ser mais calmo. Eu fui percebendo, enfim, que o budismo fazia bem.

Minhas barreiras foram desmoronando aos pouquinhos. Comecei a ler os textos do Dalai Lama, a observar as ações do meu marido e a participar de palestras. Então compreendi que, no budismo, o que está escrito no papel é aplicável.

Sempre fui ansiosa, não tinha o hábito de escutar as pessoas, me irritava com extrema facilidade. Quando percebi que as práticas faziam bem para mim e, conseqüentemente, para as pessoas ao meu redor, abracei de vez os ensinamentos.

Eu ainda acredito em Deus, mas agora também acredito em Buda. Hoje, só faço as práticas budistas, mas ainda me sinto um tanto dividida entre as duas religiões. Mas trato isso de uma maneira bem tranqüila. Porque, no budismo, você não precisa virar budista para seguir os ensinamentos."
Marília M. Caruso, nutricionista

"Meus pais eram da Igreja Luterana e fui criada seguindo os seus preceitos. Mas minhas convicções religiosas vieram mais tarde, com a maturidade. Quando tive contato com a filosofia budista, com mais de 40 anos, os ensinamentos me tocaram na hora. Gosto do enfoque dado à importância de as pessoas trabalharem internamente a espiritualidade e assumirem a responsabilidade da própria vida, coisa que religião nenhuma faz. Descobri que, no budismo, posso praticar os ensinamentos com a liberdade de não precisar ser uma devota e ter obrigações. A única obrigação é comigo mesma. Umas das lições mais valiosas que aprendi com o budismo foi o reto falar e agir, que me faz tomar consciência das minhas atitudes e dos pensamentos que passam pela minha cabeça. Obtive um grande crescimento pessoal com a filosofia búdica, mas continuo em contato com os devotos da religião luterana, mantendo a convicção silenciosa de que os ensinamentos budistas são importantes, tirando deles o que acredito ser mais útil e expressivo."
Lucia Ehlers, comerciante

"No meu caso, o budismo inclusive me reconciliou com a religião católica, pois eu posso perceber as concordâncias que existem entre os ensinamentos de Buda e as palavras de Jesus Cristo. Hoje não sou mais católica, mas também não tenho a birra que eu tinha por essa igreja. E começo a ver a beleza nas outras religiões, cujos princípios fundamentais são muito parecidos. Eu aprendi a respeitá-las."
Soninha Francine, jornalista

Como começar e que linha seguir
"A pessoa interessada deve procurar uma escola que fique próxima, não importa qual a linha, para que seja possível freqüentar o local. Ela deve procurar o que há de útil nessa escola. Então, essa pessoa entrará em contato com textos e práticas para poder perceber que as transformações ocorrem com a prática. Também deve procurar ler os textos de sua Santidade o Dalai Lama, que trazem ótimas inspirações. Se a pessoa medita e estuda sozinha, as mudanças são mais lentas. Se tem um grupo de estudos, as práticas avançam mais rápido e encontram menos obstáculos, pois se aprende com os exemplos e vivências dos outros. Melhor ainda se a pessoa tiver a proximidade de mestres, já que eles têm a possibilidade de transmitir ensinamentos, pois criaram a habilidade de gerar benefícios para o outro como atividade prioritária de suas vidas."
Lama Padma Samten

"No começo, o problema era sentar para meditar. A meditação era uma tortura, tinha muita impaciência em ficar um tempo sentada. Achava que não era para mim. Percebi que exigia muito treino, pois eu sempre fiz várias coisas ao mesmo tempo e tinha dificuldade de me concentrar. Ficar um tempão sentada sem fazer nada! Até hoje, pra mim, ainda é um tanto difícil meditar, mas aos pouquinhos eu vou pacificando esse bicho elétrico que é a minha mente."
Soninha Francine

Quem pode praticar?
"Nasci em Taiwan e vim para o Brasil com 4 anos de idade. Minha família inteira é budista, minhas irmãs até receberam a iniciação para se tornarem devotas na linha que seguimos, que é a mahayana. Cresci em um ambiente familiar voltado para a religião. Bem, eu acredito na filosofia budista, mas não passei por nenhum ritual para me tornar budista. Mas não é por isso que eu não me considero budista. O budismo é mais um meio de conduzir a vida que uma religião repleta de rituais. Dalai Lama uma vez disse assim:

'Se seu avô é budista, seus pais são budistas, não seja budista! Você não tem de ser budista porque nasceu em uma família budista, porque é algo cultural. Deve vir de dentro a vontade de seguir os ensinamentos'. Concordo com isso. Vejo muitas pessoas seguindo determinada religião apenas porque foram criadas com ela, mas sem um interesse verdadeiro."
Lin Ye Lin, estudante

"Eu sempre fui muito apegada aos bens materiais, sempre quis ter tudo o que desejava e assim conduzia minha vida. Há três anos perdi minha irmã e passei por uma grande depressão. Fiquei abalada, larguei o emprego e me isolei em casa. Engordei 20 quilos, passava os dias chorando. Então, conheci o budismo e um aspecto que me tocou foi o do desapego. Porque, quando percebemos que na vida tudo é impermanente, mudamos nossa perspectiva. Continuo católica, mas foi o budismo que me ensinou a levar uma vida mais equilibrada e leve, apenas mostrando que colhemos o que plantamos."
Célia Machado, aposentada

Quais hábitos terei de mudar?
"Meus hábitos mudaram bastante. Medito todo santo dia de manhã. Com o processo, acabei mudando as amizades. Acho que isso ocorre mais ou menos como um rádio: quando mexemos na sintonia, mudamos de estação. Não acho mais graça em ir a um churrasco e tomar caipirinha. Passei a evitar prazeres fugazes, que são instantâneos."
Neza César, arquiteta de interiores

"O que eu mais achei interessante é que não há dogmas, apenas um mestre e os discípulos. É uma religião em que ninguém te repreende: os mestres apenas mostram um caminho, o resto é com a gente. Não sou obrigado a nada, porque tudo que ocorre em nossa vida é por escolha própria. Uma vez perguntaram a Buda qual era a religião correta. Ele respondeu: 'Aquela em que você se sente bem, e pratique o bem'. É isso. No budismo, os rituais são vistos como atos que existem para nos lembrar que precisamos treinar. Quando fazemos reverências, fazemos para nossa própria natureza búdica."
Paulo Sérgio Fortunato, engenheiro

"Eu entrava em pânico, achava que era impossível a uma pessoa que mora em cidade, trabalha, tem filhos etc. levar uma vida segundo os preceitos budistas. Alguns me pareciam difíceis, como o de ter compaixão por todos os seres, até pelo agressor, pelo explorador. Pra mim, esse sentimento era impossível, pois sempre achei justificável ter raiva de outras pessoas, que isso poderia me levar a lutar por outras. Depois, aprendi que é totalmente contraproducente ter raiva. Com agressividade, você simplesmente não consegue transformar. Então, descobri que podemos ser movidos pela sabedoria, sem raiva."
Soninha Francine

Que mudanças esperar?
"Pratico não apenas as meditações, mas principalmente os ensinamentos budistas: a autocura e a auto-responsabilidade. A psicologia budista me ajudou muito a compreender como as emoções se formam e, portanto, como sustentamos os hábitos mentais negativos. Adquiri o hábito de observar o movimento da mente, principalmente o hábito de puxar o freio dos pensamentos negativos e voltar para analisar qual era a intenção daquele sentimento. Isso me ajuda muito, a todo momento, a recuperar o eixo e reconhecer o significado de minha vida."
Bel César, psicóloga e educadora, mãe do lama Michel Rimpoche

"Com o budismo, percebi que é possível mudar minhas atitudes e pensamentos. Não podemos ter pressa, nem querer ficar esperando resultados. O importante é começar a praticar sem apego aos frutos que podem nascer. No trabalho, fiquei mais compreensivo e consigo conviver melhor com os problemas. Não sou levado facilmente a impulsos. Mas isso é um treino diário."
Paulo Sérgio Fortunato

"Eu era crítica, nervosinha e intolerante. Com o budismo, percebi que isso não é legal. E não precisava deixar de lutar pelos meus ideais. Parei de acreditar que as circunstâncias externas determinam meu estado emocional, o que na verdade é o contrário, eu posso muito bem controlar isso."
Soninha Francine

"Aos poucos, começamos a perceber que a vida é finita e que não devemos perder tempo com futilidades. E, como buscamos uma vida com menos sofrimento, passamos também a querer evitar que os outros sofram e a desenvolver compaixão."
Lama Padma Samten

Quem foi Buda?
Podemos falar de dois budas: o Buda histórico, Sidarta Gautama, que teria vivido entre 563 e 483 a.C., e o Buda mítico, que simboliza a busca do "buda interior", ou "iluminação", quando se consagra a atenção plena, o desapego das coisas materiais, e rompe-se o ciclo de vida e morte. O príncipe Sidarta desenvolveu sua vocação espiritual muito cedo, mas uma profecia revelada a seu pai fez com que ele fosse mantido longe das incertezas e do sofrimento do mundo - das doenças, da velhice e da morte. A história é bem conhecida: ao chegar à juventude, ele abandona os palácios da família, conhece o mundo tal como ele é e decide-se por uma vida de mendicância e provações. Então, um dia, ainda insatisfeito com sua condição, ele senta na posição de lótus à sombra de uma figueira branca e, conforme algumas versões, atinge a iluminação depois de 49 dias.

Buda não é um nome, mas uma palavra em sânscrito que significa "o Iluminado", "o Desperto". Assim como o nome de Jesus de Nazaré confunde-se com os títulos "Cristo" ou "Salvador", o mesmo acontece com Sidarta Gautama, que é chamado de Buda. E isso é algo que os budistas tentam não perder de vista: a simples adoração de Buda não levará ninguém a lugar nenhum; o que conta é a prática, a busca do buda interior.

A essência do budismo
A doutrina deixada por Sidarta Gautama baseia-se em conceitos filosóficos, éticos e psicológicos. Estes são os principais:

as quatro nobres verdades

sofrimento

É a característica básica da nossa existência. Tudo é sofrimento: nascimento, doença e morte; não obter o que se deseja, encontrar algo não apreciado, separar-se de algo desejado.

origem do sofrimento

Sua causa está nos desejos, no apego e na sede de satisfação dos sentidos. Isso tudo prende as pessoas ao ciclo de existência (samsara).

cessação do sofrimento

Pode-se extinguir o sofrimento com a eliminação dos desejos e apegos.

caminho que leva à cessação do sofrimento

Uma série de práticas pode nos levar ao nirvana. Para os budistas da linha theravada, é o Nobre Caminho Óctuplo. Para os budistas da linha mahayana, são as seis perfeições.

o nobre caminho óctuplo, também chamado o caminho do meio

1. compreensão correta Devemos ver a vida de acordo com suas três características: impermanência, insatisfatoriedade e insubstancialidade, e ter consciência de que não existe um "eu" individual: tudo está interligado.

2. atitude correta Significa buscar não prejudicar os seres e desenvolver amorosidade e generosidade.

3. fala correta Evitar mentir, caluniar e usar palavras fúteis e vãs.

4. ação correta Evitar matar, roubar e praticar sexo ilícito (estupro e. pedofilia, por exemplo).

5. modo de vida correto Evitar profissões que causem sofrimento aos outros seres vivos.

6. esforço correto Pensar antes de agir, cultivando pensamentos, palavras e ações nobres.

7. atenção correta Percepção contínua do corpo, dos sentidos e dos objetos de pensamento.

8. concentração correta O cultivo de uma mente tranqüila, que encontra seu ponto mais elevado na absorção meditativa.

as seis perfeições

generosidade - Doar atenção, amor, ensinamentos e ajuda a quem precisa.

paciência - Ficar atento em não prejudicar os outros e fazer o bem.

ética - Perceber que os desejos e incômodos vêm e vão - e que não vale a pena se perturbar com isso.

empenho - É preciso estabelecer metas transcendentes e dedicar-se a elas.

concentração - Significa fazer uma coisa de cada vez, com atenção plena e totalidade.

sabedoria - É a condição para entender a natureza da impermanência das manifestações terrenas.

Linhas principais
Quando Buda morreu, sua doutrina estabelecia-se na região central da Índia, difundida por uma rede de mosteiros. Cerca de 300 anos depois, o budismo já se dividia em 18 escolas. A seguir, as principais tradições:

theravada

É a tradição budista mais antiga, originada no século 4 a.C. A escola theravada, ou "à maneira dos antigos", enxerga Buda como um grande sábio e apóia-se exclusivamente nos textos escritos na língua páli. Cada pessoa é responsável por trilhar o próprio caminho, tendo como meta a iluminação individual. A escola é predominante nos países do sul e sudeste asiáticos (Mianmar, Sri Lanka, Camboja, Tailândia e Laos).

mahayana

A tradição é forte na China, Coréia e Japão. Buda é mais que um sábio: é a representação de uma pureza interior do ser humano, cujo mais alto ideal é o ser iluminado, que adia sua entrada no nirvana para ajudar na iluminação dos outros. A escola zen é uma das principais tradições do budismo mahayana, ou "grande veículo". Seus ensinamentos enfatizam a meditação sentada e o uso de paradoxos para revelar a verdadeira natureza humana.

vajrayana

A escola vajrayana, ou "veículo de diamante", nasceu dentro do mahayana e utiliza seus ensinamentos éticos, mesclados com os conceitos do tantrismo, registrado no chamados Tantras, escrituras esotéricas que versam sobre a transformação da mente por meio de meditações, visualizações e ritos. Surgiu no norte da Índia no século 7 d.C. e hoje é seguida pela tradição tibetana.

Com a palavra, o Dalai Lama
Tenzin Gyatso é o líder espiritual e temporal do povo tibetano. Aos 2 anos foi reconhecido por monges como a 14ª encarnação do Dalai Lama, a autoridade máxima do budismo tibetano. Refugiou-se em Dharamsala, na Índia, após a invasão chinesa do Tibete, em 1950. Reconhecido mundialmente por seu incansável esforço em defesa dos direitos humanos e da paz mundial, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1989. Aqui, uma seleção de ensinamentos do mestre para superar o sofrimento em busca da felicidade (extraído do livro O Caminho da Tranqüilidade, Editora Sextante).

A felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não lhe vão proporcionar felicidade. Felicidade significa paz de espírito."

Seria muito mais produtivo se as pessoas procurassem compreender seus inimigos. Aprender a perdoar é muito mais proveitoso que simplesmente tomar uma pedra e arremessá-la contra o objeto de sua ira."

Fale a sua verdade, seja ela qual for, clara e objetivamente, usando um tom de voz tranqüilo e agradável, liberto de qualquer preconceito ou hostilidades."

Faça de seu corpo e de seu espírito um laboratório de experiências.

Empenhe-se em fazer uma pesquisa profunda a respeito de seu próprio funcionamento espiritual e examine as possibilidades de fazer mudanças positivas no seu interior."

A mente humana é simultaneamente a fonte e, se orientada de forma apropriada, a solução de todos os nossos problemas."

O aprimoramento da paciência requer a presença de alguém que deliberadamente nos faça mal. Esse tipo de pessoa nos dá a chance de praticarmos a tolerância."

Quando somos capazes de reconhecer e perdoar atitudes impensadas que tivemos em nosso passado, nós nos fortalecemos e ficamos mais preparados para dar soluções construtivas aos problemas do presente."

Os inimigos externos não são permanentes. Se lhes mostrarmos respeito, eles se tornarão nossos amigos. Mas o inimigo interno é um eterno inimigo a quem nunca devemos ceder."

Eu tento tratar qualquer pessoa que conheço como um velho amigo.

Isso me traz uma experiência de genuína felicidade. É a prática da compaixão."

Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior.

Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto."

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