A moça do caixa
Para uma sociedade evoluida, todo cidadão exerce um papel igualmente importante para o bem comum, ex. um gari é tão importante quanto o prefeito. Basta imaginar uma cidade após 48h sem o trabalho dos garis... por: Anna Chris
Soube se este livro já chegou no Brasil???
Obrigada, abraços por: flazinha
A vida e seus “super-valores”
Geraldo Felício da Trindade
O mundo é antigo, mas grande parte do que se vive hoje brotou do passado.No caso do Brasil, uma cultura colonial, escravocrata, marcada pela exploração da natureza e por práticas corruptas. De certa forma, sempre houve uma cultura de manipulação e desrespeito. Qual seria o traço marcante cotidiano brasileiro: crianças sendo mortas, corrupção, balas perdidas, pessoas mendigando, milhões de sonegação... Viver está esquisito? Muitos estão se portando acima do bem e do mal como se fossem donos do mundo.
Dinheiro, poder, beleza, nada disso desabsolutiza a finitude da vida. A ciência nunca vai inventar um elixir que ressuscite o corpo morto. A busca desenfreada pelo dinheiro se revela em atitudes corruptas, antitéticas e de esperteza. Estabelecem-se paralelos entre eu e o outro, em uma crise comparativa do valor pecuniário e posição social. Desejar o que é do outro tornou-se mania, que destila veneno na alma.
A dita inveja, de tão cruel e perigosa aplaude as injustiças em detrimento da justiça, de valorização daqueles que, mesmo com caráter duvidoso chegam aos altos postos.
A pactuação com o jogo sujo, de certa forma vai matando a esperança dos brasileiros. Vive-se à espera de um futuro em meio à deslealdade e valores supérfluos. Faz tempo que os meios de comunicação imitam a realidade, invadem as casas e impõem condutas, pensamentos e valores nem sempre éticos modificando os mais puros desejos e sentimentos. Cada vez mais, a sociedade vai se tornando apaixonada pelo virtual, banal e frívolo.
Aqueles que pautam suas vidas pela virtualidade dos meios de comunicação, não assimilaram que desapontamentos e sofrimentos fazem parte de suas vidas. Imitam de tal forma a ficção, que estão em constante atitude de revanche e vingança quando se sentem desfavorecidos e ameaçados. Cultua-se o rancor entre os adultos e as crianças. A autodefesa é conceito de valor repassado às crianças, confundindo agressividade com instinto de auto-preservação.
Muitos sonham com o amor, com a amizade, com a família e com o afeto, mas o moderníssimo mundo é frio, congelante e distante. Nada é mais cruel do que a convivência desleal e marcada pela desconfiança. Como é bom relaxar e desarmar o coração.Amar aqueles que merecem o amor; amar sem esperar recompensas. Tal atitude perdeu sua presença ativa porque a tendência é relativizar as relações e absolutizar a compra e a venda. Quer-se projetar nas relações o que ocorre na lei de mercado.
As relações intersubjetivas exigem, fundamentalmente, autenticidade. Nesse processo, as manipulações e falsidades não têm lugar.A relação sadia é elixir para alcançar a alegria verdadeira. Além dessa relação distorcida entre os homens, esses acabaram por correr desenfreadamente na busca de um adjetivo, que se transformou de individual para geral. Todos padecem das mesmas escolhas.
Os pais já não têm tempo de educar seus filhos e cobiçam os bens de seus vizinhos e conhecidos. Esquecem-se de que quanto mais pautam suas vidas pelo consumo mais se tornam inseguros. Acreditam ser mais felizes não com o que têm, mas sonham com o que é do outro. Olvidam que o sentido da vida está onde menos se espera. Conquistar, usufruir, tornam-se verbos usados diariamente, gramaticalmente corretos ou não.
Vive-se a era do útil, do apolítico, do apático, do neutro. Nessa rotina do “tô nem aí” ou “pouco importa”, o amor nasce velho, pois o “ficar” e o “pegar” o tornou retrógrado. A amizade verdadeira é desacreditada e a ternura tornou-se banal. É preciso que se busque o belo na vida, resgatá-o, por exemplo, na sabedoria, na música, na arte, na literatura; ou seja, como expressão essencial da vida. Basicamente é repensar a vida e procurar vê-la sob um novo olhar.
por: Geraldo felício da Trindade
Fiquei curioso para ler o livro. Também enfrento uma situação parecida, trabalho diretamente com pessoas (num "sub-emprego"), sustentando a mim mesmo para dar continuidade ao meu curso de Comunicação Social.
Valeu pela dica de leitura! por: João Paulo Silva
sou professora e não me acostumo com as indelicadezas a que estamos expostos atualmente: por parte dos alunos, da direção da escola, dos pais e até mesmo da opinião pública, uma vez que, normalmente, os responsáveis pelo fracasso escolar em nosso país são os professores 'despreparados' - e não os baixos salários que obrigam muitos de nós a cumprir jornada tripla, os pais que depositam toda a responsabilidade pela criação dos filhos na escola e etc. aliás, comparem os salários oferecidos a candidatos com nivel médio pelos órgãos públicos aos salários oferecidos a professores com nivel superior...
tudo isso para dizer que outro dia, enquanto fazia a manicure em uma barbearia, um senhor entrou e, olhando para a funcionária ociosa, perguntou: "você corta o cabelo ou SÓ faz a unha, como essa aí?" Essa aí era a dona do salão, mas isso não vinha ao caso.
ela, constrangida, afirmou que cortava e ele, ainda não satisfeito, continuou: "mas você sabe cortar MESMO? olha lá, hein?"
diante do olhar incrédulo de minha amiga manicure-empresária, não pude deixar de pensar que em todo lugar devemos estar aptos a engolir sapos! por: carolina
O título e o assunto lembram o clima do livro/filme "Shopgirl", do Steve Martin.
Sobre o comportamento dos clientes, Inácio De Loyola Brandão definiu o sentimento em sua crônica mais recente: "se dá vergonha de ouvir, imaginem de dizer..." por: Carolina
Fiquei curiosíssima ! por: Monica Loureiro Jorge
Há um filme com Morgan Freeman - "10 itens apenas"? - em que um ator famoso conhece a rotina de uma caixa de supermercado a fundo e...bem, assista ao filme e você verá o que acontece. É muito bom, e dura apenas 1 hora.
Por que demora tanto para postarem novos textos aqui?
Beijos.
por: Marília
Interessante, vou aguardar este livro, pena que aqui no Brasil, não temos uma trabalhadora que escreva sobre seu dia-a-dia no trabalho, ah é mesmo, aqui no Brasil é diferente, a maioria das "caixas" trabalham o dia todo para se sustentar, e com certeza não tem tempo para escrever blogs ou dar entrevistas..uma pena...Olha, descobri a revista ano passaso, largado numa parada de ônibus, tomando chuva em Brasília..li, e amei!!Mas apesar do preço, o qual eu acho meio injusto é difícil de manter e aprimorar conhecimentos...aí descobri que tem uma banca que troca revistas, foi minha salvação, encontrei revistas de 2004!!Uau, fugi um pouco do assunto, mas gostaria de enfatizar que amo a revista e estarei sempre por aqui, no site e no blog, aprendendo sempre mais e mais com vcs...parabéns!!Tim tim...saúde!
por: Luís Kauai
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